segunda-feira, 27 de abril de 2009

Conversações: A luta continua companheiro...


Imagens rizomaticamentes borradas...

Valorizar o que está entre. Valorizar o que está no meio, valorar o que é rizomático. Vou dar algumas dicas, do que esta na escola e no currículo, entre a ordem do fazer-prensar-refletire a ação de conhecimentos conscientes que se ampliam”, elas são bem pessoais. “Nenhuma preocupação com o ponto de partida ou com o ponto de chegada. O que conta é o que passa no meio. Sempre no meio. Aqui é a morada da diferença.” (Silva, 2003, p. 52).

Em que outros espaços e tempos fazem com que a escola ande num ritmo diferente do ritmo imposto por nós, mestres. O que faz a escola, literalmente, dançar??

Vou dar umas dicas, deixa-se claro, que são dicas e não é uma regra, ou muito menos uma receita..... Vamos a lista, que é bem pessoal e que passou por minhas observações de corredores, é claro.

O recreio. As conversas paralelas. O “zumzumzumda segunda-feira. O tesão pela professora e a paixão pelas colegas. O amor doentio pela amiga. Beijar escondido. Roubar um beijo, ganhar um beijo. Ficar se beijando no portão depois das aulas. Todo mundo ver os beijos e os “amassos”. Ficar. Masturbação. Sexo. Brigas: quando bate e quado apanha. As colas das provas. Os corredores longos e frios. Os feriados. Quando a professora falta. Matar aulas. Aulas livres. Pular o muro. Desafiar outras turmas. Enfrentar os professores. Mais conversas. Idas aos banheiros. Se esconder do diretor. Roubar merenda. Idas ao bebedouro. O lanche. Se atrasar. Sair mais cedo. As amigas. Os bilhetes. As amigas. Os esconderijos. Rir e dar gargalhadas. As viagens de turma. As humilhações por ser ou estar diferente. As “trovas. As conquistas. Os choros. Não ouvir a professora. Os gritos. A bagunça. A vadiagens. As desculpas para se manter longe das aulas. As bolinhas de papel e os aviõezinhos. A praça e a pracinha. Conversar m pouco mais. Os grupos. Os abraços. O final da aula. O final do ano...

É companheiro, a escola dança; e muitas vezes, não sabe...

Edmar Galiza








Conversações: diálogos possíveis ou pós-sensíveis... Profanação Pedagógica

Pedagogia Profana

Não é uma tarefa fácil professorar.... Principalmente se as certezas são tão mambembes como os teatros que passam de praça em praça e tão gozadoras como as Comedias Dell'art... Que vão passando e deixando suas marcas....
Izadora Duncan e Ionesco? Esse casamento: dessa moça que é muito cabeça dura, que insiste em dançar balé (ou ballet) clássico sem sapatilhas ,com esse homem que não se decidi se é do teatro ou se é da literatuta. Ele acha que a gente, que professora e teateia, fala demais e escreve demais. Que homenzinho petulante! Ele acha que somos verborrágicos.
E, não obstante, para rir de nossas caras ele acha que vivemos numa incomunicabilidade constante. Uma grande impossibilidade ser da Educação e ser incomunicável. Ele é um doente da cabeça. E para comprovar a insanidade desse ser: ele escreve uma peça demonstrando que nós, seres racionalmente humanos, podemos pegar uma doença que pode nos transformar em rinocerontes. É uma piada essa senhora e esse senhor....
Nesse mundo aparece cada pessoa que não sabe ser dialético, e ainda conseguem sobreviver democraticamente.
Enquanto isso, o teatro e a dança vão seguindo com seus gozadores e zombeteiros. O que nos resta? Fazer obras (para não dizer obrar)


"O riso destrói as certezas. E especialmente aquela certeza que constitui a consciência inclauzuarada: A certeza de si. Mas só na perda da certeza do permanente questionamento da certeza, na distância irônica da certeza, está a possibilidade do devir. O riso permite que o espirito alce vôo sobre si mesmo. O chapéu de guiza tem asas". (LARROSA, 2001, pag. 181)

Rindo com Arte e Educação - Primeiras co-ordenadas